Elisa não fazia ideia de como era a esposa de Juan. Quem seria essa mulher? Que tipo de pessoa ela era?O homem que ela admirava por tanto tempo, aquele com quem cresceu, havia sido "tomado" por outra pessoa. Como Elisa poderia aceitar isso tão facilmente? Naquela noite, Elisa decidiu que precisava observar essa mulher mais de perto.Depois do jantar, Juan se dispôs a levar Elisa de volta ao hotel, mas ela não quis aceitar.— Juan, eu mal chego em Nyerere e você quer que eu fique hospedada em um hotel o tempo todo? — Elisa reclamou, sentada no banco de trás, virando o rosto para o lado com um leve bico nos lábios.Ela queria, na verdade, estar no banco do carona. Mas, mais cedo, quando tentou sentar ali, Juan foi direto e firme: aquele lugar era reservado para sua esposa.Elisa, é claro, não esqueceu o que aconteceu. Naquele momento, ela havia brincado:— Juan, nem eu? Eu não sou como essas outras mulheres. Nós crescemos juntos! Essa sua regra pode até valer para qualquer uma dessas mu
— Não precisa me explicar nada. — Alana respondeu.Alana olhou para os dois, que ainda estavam lado a lado. O homem, alto e imponente. A mulher, pequena e delicada. Juntos, pareciam estranhamente harmoniosos.Por um instante, Alana sentiu como se algo tivesse sido arrancado de seu peito. Não sabia exatamente o que era, mas a sensação era incômoda.Elisa se aproximou, analisando Alana de cima a baixo. Seus olhos brilharam com um lampejo de inveja que desapareceu tão rápido quanto surgiu. Com um tom delicado, ela abriu um sorriso e disse:— Ah, então você é a esposa do Juan! Que bom que chegou. Não se preocupe, eu e o Juan não temos nada. Nos conhecemos desde pequenos, e ele só me trouxe para cá porque eu não tinha outro lugar para ir.Enquanto falava, Elisa continuava segurando o braço de Juan, como se quisesse reforçar sua posição. Ela olhou para ele, indicando que ele deveria dizer algo.— Juan, explique para ela. Acho que a sua esposa está bem irritada.— Vocês se conhecem desde pequ
Elisa viu a expressão de fúria nos olhos de Juan e entendeu que ele realmente estava irritado. Ela fez um bico, como se estivesse pouco se importando, e comentou de forma despretensiosa:— Tá bom, tá bom. Conversem direito, hein? Por favor, não briguem por minha causa.Os olhos de Alana ficaram ainda mais frios. Ela soltou um leve riso irônico, já decidida a deixar aquela casa. Se fosse para abrir espaço para eles, que assim fosse. Porém, Juan continuava segurando firme o pulso dela, sem a menor intenção de soltá-la.Alana tentou se soltar, mas foi em vão. Com a voz afiada, ela disparou:— Me solta! Vai lá com ela, não encosta em mim.As palavras de Alana fizeram as veias na testa de Juan pulsarem de raiva. Ele observou os lábios dela se movendo, pronunciando aquelas palavras que o provocavam, e sentiu uma vontade incontrolável de calá-la com um beijo.Enquanto isso, Elisa, de costas para eles, ouviu tudo e deixou um sorriso triunfante surgir em seus lábios:“Minha querida cunhada… Iss
Juan observou as costas de Alana enquanto ela se afastava, mas no final, não foi atrás dela. Ele sabia que, naquele momento, o que Alana mais precisava era de espaço. Se ele interferisse demais, ela só ficaria ainda mais irritada.Juan cerrou os punhos e só percebeu quando ouviu a porta do quarto de hóspedes bater com força. Ele finalmente despertou do torpor, soltou um longo suspiro e seguiu para o quarto principal.Alana entrou no quarto e fechou a porta. Ela não soube explicar por que sentia aquela inquietação sufocante. Desde o começo, ela já tinha se alertado para não levar a sério as palavras de Juan. Afinal, o que havia entre os dois era apenas um acordo de interesses.Mas agora… algo parecia estar escapando do seu controle. Aos poucos, a situação tomava um rumo inesperado, e isso a deixava ainda mais desconfortável.Ela levou a mão ao peito, sentindo o coração pulsar acelerado. A intuição lhe dizia que aquele ritmo descompassado não era normal. E o pior: ela não entendia por qu
Alana se levantou e, ao sair do quarto, viu Elisa sentada à mesa, os olhos brilhando enquanto olhava para Juan.— Juan, que surpresa maravilhosa poder provar sua comida de novo hoje! — Disse Elisa, exagerando na empolgação. — Você não faz ideia do quanto senti falta disso! A comida lá fora é simplesmente intragável, nada se compara ao que temos aqui. E, claro, nada se compara ao que você faz!Juan, no entanto, manteve a expressão indiferente:— Não toque em nada. Espere sua cunhada chegar para comer.Elisa fez um bico, mas, sob o olhar firme de Juan, não teve escolha senão soltar o pedaço de omelete que já segurava. Pelo canto do olho, viu Alana parada ali.Alana não disse nada. Apenas ficou observando a cena, como se fosse uma estranha naquele ambiente.Elisa, no entanto, se levantou e, fingindo intimidade, segurou o braço dela:— Cunhada, olha só quanta coisa deliciosa o Juan preparou! Não fique mais chateada, vai. Sinceramente, você tem muita sorte. Juan tem tudo: aparência, família
Quando Diego Arruda trouxe seu primeiro amor para a festa de aniversário, Alana Alves soube que havia perdido.No canto do salão, ela olhou rapidamente para a mensagem que sua mãe havia enviado:— Alana, você perdeu. Três anos se passaram, e Diego ainda não se apaixonou por você. Conforme o combinado, está na hora de voltar e assumir suas responsabilidades.Com o canto dos olhos, Alana observou a garota que Diego segurava pela cintura. Era a primeira vez que via o famoso primeiro amor dele. A garota era pura, com uma beleza tranquila e um ar pacífico. Mesmo vestida com roupas simples e baratas, ela chamava atenção. Então era isso que Diego gostava.Os lábios de Alana sentiram o gosto amargo da derrota. De repente, ela se lembrou de uma cena de quatro anos atrás, quando uma jovem rica do círculo social deles se aproximou de Diego para se declarar. Ele, enquanto apagava o cigarro com indiferença, lançou um olhar frio e respondeu com um tom debochado:— Me desculpe, senhorita, mas eu gost
Alana não ficou muito tempo em Cidade Talatona. Originalmente, ela só havia permanecido ali por causa de Diego. Mas, agora que havia se formado e Diego estava apaixonado por outra pessoa, aquela cidade já não fazia sentido para ela.Naquela mesma noite, ela comprou uma passagem de avião e voltou para Cidade Nyerere. Quando desembarcou, Karina Costa estava esperando por ela.— Dessa vez, voltou para ficar? — Perguntou Karina com um sorriso.— Voltei para ficar.Nos anos anteriores, Alana mal passava tempo em Cidade Nyerere. Tudo por causa de Diego, que ela seguia por onde fosse. Consequentemente, os encontros com Karina eram raros. Agora que o acordo com sua mãe havia falhado, ela não tinha mais motivos para sair de lá.Karina, que já tinha ouvido falar sobre o término entre Alana e Diego, não conseguiu evitar um suspiro. Ainda assim, preferiu mudar de assunto, abraçando o braço de Alana com um sorriso:— Não vamos falar de coisas ruins. Hoje é dia de festa. Vou te dar as boas-vindas co
Karina sentia um certo desconforto em relação ao primo Juan. Havia algo nele que a deixava intimidada, então, assim que entrou no carro, manteve-se quieta, sem ousar dizer uma palavra. O silêncio dentro do veículo era quase sufocante.Alana, por outro lado, tinha os olhos fixos no rosário budista que Juan usava no pulso. Algo nele parecia familiar, mas sua mente, enevoada pela bebida, não conseguia conectar as lembranças. Ainda assim, flashes da primeira vez que encontrou Juan passaram por sua cabeça. Anos haviam se passado, mas o homem diante dela permanecia tão imponente quanto antes.A casa de Karina ficava perto. Juan a deixou em segurança e, logo depois, se preparou para levar Alana de volta ao hotel.Agora, apenas os dois estavam no carro. A voz grave de Juan quebrou o silêncio:— Pretende ficar em Cidade Nyerere?— Sim.Alana hesitou por um momento antes de responder com um leve aceno. Eles não eram próximos, e a conversa morreu rápido. O silêncio voltou a dominar o ambiente, en
Alana se levantou e, ao sair do quarto, viu Elisa sentada à mesa, os olhos brilhando enquanto olhava para Juan.— Juan, que surpresa maravilhosa poder provar sua comida de novo hoje! — Disse Elisa, exagerando na empolgação. — Você não faz ideia do quanto senti falta disso! A comida lá fora é simplesmente intragável, nada se compara ao que temos aqui. E, claro, nada se compara ao que você faz!Juan, no entanto, manteve a expressão indiferente:— Não toque em nada. Espere sua cunhada chegar para comer.Elisa fez um bico, mas, sob o olhar firme de Juan, não teve escolha senão soltar o pedaço de omelete que já segurava. Pelo canto do olho, viu Alana parada ali.Alana não disse nada. Apenas ficou observando a cena, como se fosse uma estranha naquele ambiente.Elisa, no entanto, se levantou e, fingindo intimidade, segurou o braço dela:— Cunhada, olha só quanta coisa deliciosa o Juan preparou! Não fique mais chateada, vai. Sinceramente, você tem muita sorte. Juan tem tudo: aparência, família
Juan observou as costas de Alana enquanto ela se afastava, mas no final, não foi atrás dela. Ele sabia que, naquele momento, o que Alana mais precisava era de espaço. Se ele interferisse demais, ela só ficaria ainda mais irritada.Juan cerrou os punhos e só percebeu quando ouviu a porta do quarto de hóspedes bater com força. Ele finalmente despertou do torpor, soltou um longo suspiro e seguiu para o quarto principal.Alana entrou no quarto e fechou a porta. Ela não soube explicar por que sentia aquela inquietação sufocante. Desde o começo, ela já tinha se alertado para não levar a sério as palavras de Juan. Afinal, o que havia entre os dois era apenas um acordo de interesses.Mas agora… algo parecia estar escapando do seu controle. Aos poucos, a situação tomava um rumo inesperado, e isso a deixava ainda mais desconfortável.Ela levou a mão ao peito, sentindo o coração pulsar acelerado. A intuição lhe dizia que aquele ritmo descompassado não era normal. E o pior: ela não entendia por qu
Elisa viu a expressão de fúria nos olhos de Juan e entendeu que ele realmente estava irritado. Ela fez um bico, como se estivesse pouco se importando, e comentou de forma despretensiosa:— Tá bom, tá bom. Conversem direito, hein? Por favor, não briguem por minha causa.Os olhos de Alana ficaram ainda mais frios. Ela soltou um leve riso irônico, já decidida a deixar aquela casa. Se fosse para abrir espaço para eles, que assim fosse. Porém, Juan continuava segurando firme o pulso dela, sem a menor intenção de soltá-la.Alana tentou se soltar, mas foi em vão. Com a voz afiada, ela disparou:— Me solta! Vai lá com ela, não encosta em mim.As palavras de Alana fizeram as veias na testa de Juan pulsarem de raiva. Ele observou os lábios dela se movendo, pronunciando aquelas palavras que o provocavam, e sentiu uma vontade incontrolável de calá-la com um beijo.Enquanto isso, Elisa, de costas para eles, ouviu tudo e deixou um sorriso triunfante surgir em seus lábios:“Minha querida cunhada… Iss
— Não precisa me explicar nada. — Alana respondeu.Alana olhou para os dois, que ainda estavam lado a lado. O homem, alto e imponente. A mulher, pequena e delicada. Juntos, pareciam estranhamente harmoniosos.Por um instante, Alana sentiu como se algo tivesse sido arrancado de seu peito. Não sabia exatamente o que era, mas a sensação era incômoda.Elisa se aproximou, analisando Alana de cima a baixo. Seus olhos brilharam com um lampejo de inveja que desapareceu tão rápido quanto surgiu. Com um tom delicado, ela abriu um sorriso e disse:— Ah, então você é a esposa do Juan! Que bom que chegou. Não se preocupe, eu e o Juan não temos nada. Nos conhecemos desde pequenos, e ele só me trouxe para cá porque eu não tinha outro lugar para ir.Enquanto falava, Elisa continuava segurando o braço de Juan, como se quisesse reforçar sua posição. Ela olhou para ele, indicando que ele deveria dizer algo.— Juan, explique para ela. Acho que a sua esposa está bem irritada.— Vocês se conhecem desde pequ
Elisa não fazia ideia de como era a esposa de Juan. Quem seria essa mulher? Que tipo de pessoa ela era?O homem que ela admirava por tanto tempo, aquele com quem cresceu, havia sido "tomado" por outra pessoa. Como Elisa poderia aceitar isso tão facilmente? Naquela noite, Elisa decidiu que precisava observar essa mulher mais de perto.Depois do jantar, Juan se dispôs a levar Elisa de volta ao hotel, mas ela não quis aceitar.— Juan, eu mal chego em Nyerere e você quer que eu fique hospedada em um hotel o tempo todo? — Elisa reclamou, sentada no banco de trás, virando o rosto para o lado com um leve bico nos lábios.Ela queria, na verdade, estar no banco do carona. Mas, mais cedo, quando tentou sentar ali, Juan foi direto e firme: aquele lugar era reservado para sua esposa.Elisa, é claro, não esqueceu o que aconteceu. Naquele momento, ela havia brincado:— Juan, nem eu? Eu não sou como essas outras mulheres. Nós crescemos juntos! Essa sua regra pode até valer para qualquer uma dessas mu
Ao ver aquela cena, Juan sentiu uma ponta de insatisfação. Para ele, já estava na hora de conversar com Kevin sobre o comportamento mimado e arrogante da irmã dele. Porém, no momento seguinte, Elisa mostrou que também sabia como cativar.Elisa apontou para uma roupa na vitrine e, com um sorriso radiante, disse para Juan:— Juan, olha só essa camisa! Não é a sua cara? E essa gravata com essa calça, combinam perfeitamente! Já comprei tudo junto!Juan analisou o conjunto com um olhar atento e percebeu que, de fato, era do estilo que ele costumava usar. As peças eram elegantes e práticas, exatamente como ele gostava.Quando ele estava prestes a pagar pelas roupas, Elisa foi mais rápida e disse:— Eu pago! Juan, é meu presente para você.De forma inesperada, Juan sentiu um leve conforto no coração. Afinal, nem mesmo Alana havia comprado algo para ele daquela forma.— Certo, Lisa. Você realmente cresceu.Elisa aproveitou o elogio e, com um sorriso travesso, respondeu:— É claro que sim! Essa
Quando o garçom trouxe o pequeno pudim, Alana continuou conversando pacientemente com Helena. Ela explicou à menina que não deveria comer muito doce de uma vez e disse que, depois de terminar aquele, poderia voltar outro dia para comer mais.— Se você gostar, podemos voltar aqui outra vez. — Disse Alana.A luz do sol que entrava pela janela iluminava o rosto delicado de Alana, fazendo-a parecer quase radiante.Enquanto ela falava com Helena, um sorriso caloroso iluminava seu rosto, transmitindo uma doçura que parecia tocar o coração de quem a observava.Erick, sem perceber, ficou hipnotizado pela cena. Seu coração deu uma leve pausa, como se tivesse perdido um compasso. Dentro do restaurante, parecia que todas as outras pessoas haviam desaparecido, transformando-se em meros coadjuvantes. Aos olhos de Erick, naquele momento, só existiam Alana e sua irmã.As palavras suaves de Alana e o sorriso caloroso em seu rosto fizeram os lábios de Erick se curvarem em um sorriso involuntário.Ele c
Não importava o que Alana dissesse, Helena continuava com a mesma expressão apática, sem dar muita atenção a ela. A menina segurava firmemente um coelhinho de pelúcia nas mãos e se escondia atrás das costas de Erick, como se o irmão fosse uma fortaleza.Ao ver a cena, Alana não demonstrou nenhuma impaciência. Pelo contrário, seus olhos transmitiam ainda mais compaixão.Erick, observando aquilo, não conseguiu segurar as palavras:— Alana, não se preocupe. Sente-se e coma. Não precisa se incomodar com minha irmã.Alana balançou a cabeça e respondeu com calma:— Eu vou cuidar dela. Se ela quiser comer, ela mesma vai pegar algo.Erick ficou surpreso com a paciência de Alana. No fundo, ele estava desconcertado e se perguntava se toda aquela gentileza era sincera ou apenas parte de uma estratégia para fortalecer a parceria entre eles.Com esse pensamento, Erick passou a olhar para Alana com mais cautela, tentando entender suas intenções.Alana, percebendo que não havia muito o que fazer no m
Alana pensou por um momento antes de responder:— Ele parece ser uma pessoa muito boa, é bem caloroso e gentil. Mas ele mencionou que tem uma irmã... A situação dela parece ser um pouco especial.Alana escolheu cuidadosamente as palavras e, no fim, usou “especial” para descrever a irmã de Erick. Ela ainda não conhecia a garota pessoalmente e não sabia muitos detalhes sobre a situação.Laura ficou pensativa por alguns segundos antes de dizer:— Entendido. Procure saber mais sobre ele e a família. O Erick é um ótimo parceiro de negócios, vale a pena investir nesse relacionamento profissional.— Pode deixar.Depois de encerrar a conversa, Alana deixou a sala da presidência. Assim que voltou para o seu escritório, recebeu uma mensagem de Erick: [Levei minha irmã naquele restaurante que você recomendou. Foi a primeira vez que a vi comer tanto!]Alana não conseguiu conter um pequeno sorriso ao ler a mensagem. Em seguida, respondeu:[Que bom que ela gostou! Eu conheço outros lugares que cria