Ela de repente se lembrou disso.Antes de vir para as Américas, ela já tinha feito um teste de DNA com Melissa, mas Theo não mencionou nada, apenas disse que queria ajudá-la a sair de perto do Miguel.Pensando bem agora, ele provavelmente já sabia que ela era neta da Melissa, mas não contou a ela, apenas a afastou do Miguel para separá-los.Caso contrário, se Miguel a trouxesse de volta às Américas para ver a Melissa, o Theo não teria a chance de ganhar a atenção da Melissa.Pensando nisso, Luiza ficou horrorizada.Acontecia que muitas coisas, Theo estava planejando desde quatro anos atrás.— Exatamente. — Melissa também pensou nisso recentemente, tudo isso era um plano do Theo. Ela perguntou. — Luiza, o Theo já sabia que você fazia parte da família Santos?Luiza não conseguia se lembrar, estava prestes a balançar a cabeça, quando uma imagem veio à sua mente.Aquela vez!Ela foi ao topo da montanha visitar sua mãe, o pingente no pescoço apareceu. Na época, Theo olhou para ela com olhos
Mas Luiza não quis ir embora. Como poderia levar informações confidenciais sozinha? Se fosse descoberta pelo Theo, sua avó certamente seria alvo de represálias. Ela não queria causar a morte de sua avó por causa disso. Então, ela balançou a cabeça.— Vovó, eu não posso ir embora sozinha. Você e meu pai ainda estão nas mãos do Theo. Eu preciso levar vocês comigo!Seu pai ainda estava na UTI. Se ela fosse embora, os dois estariam em perigo. Luiza não podia fazer isso.Melissa disse:— Não tem problema, Luiza. Sua avó já está velha, viver alguns anos a menos não faz diferença.Luiza balançou a cabeça vigorosamente.— Não, eu não posso deixá-la sozinha, vovó. Eu já pensei nisso. No dia do meu casamento com o Theo, ele pensará que tudo está correndo bem, e você me entregará o pen drive. Com certeza ele estará mais relaxado, e nós partiremos todos juntos ao País R.Ela havia pensado nisso muitas vezes enquanto Miguel a mantinha trancada.Theo tinha ambições sombrias.Miguel não confiava n
A respiração de Luiza ficou tensa.— Os seguranças aqui são todos homens do Theo. Não faça nada precipitado. Se ele souber, as coisas se complicarão ainda mais.Luiza temia que a situação saísse do controle. No estado atual, Miguel era uma ameaça; sua presença, na verdade, estava atrapalhando seus planos. Tentando esconder sua ansiedade, Luiza disse suavemente:— Querido, amanhã eu instalo as câmeras de segurança, tá bom? Só precisamos esperar uma noite.— Não. — Ele não gostava dessa ideia. Ou ela ficava ao seu lado, ou ela o deixava vê-la.Luiza mordeu o lábio inferior.Miguel estava realmente enlouquecido. Ela sentia que ele devia estar com algum problema psicológico: muita desconfiança, sempre alerta, não confiava em ninguém.Talvez o incidente de quatro anos atrás o tivesse deixado assim.Mas agora, ela realmente tinha medo dele. E se ele realmente enlouquecesse, ignorando tudo e preparando um helicóptero para levá-la de volta ao país? Ela estaria em uma situação desesperadora.A
Ao ouvir isso, ele esboçou um leve sorriso nos lábios, como se não estivesse mais zangado.— Tomou banho?— Sim. — Ela se recostou no travesseiro, segurando o celular. — Acabei de ver a vovó. Ela disse que os olhos não doem mais, mas ainda estão cobertos com gaze. Nos próximos dias, não pode usar os olhos e precisa que o médico venha todos os dias para aplicar remédios.— Que bom.Depois de dizer isso, os dois ficaram em silêncio. Luiza fingiu dar um bocejo, fazendo parecer que estava muito cansada.— Cansada? — Miguel perguntou a ela.— Sim. — Luiza se espreguiçou preguiçosamente. — De manhã você me atormentou, depois fui ao restaurante, e quando voltei ainda tive que lidar com o Theo. Estou exausta...Ela bocejou várias vezes seguidas, e lágrimas de cansaço escorreram pelos cantos avermelhados de seus olhos.No pescoço, também apareceram as marcas que ele deixou de manhã.De manhã, enquanto ela estava se lavando, ele ficou encostado na porta do banheiro observando ela. De repente, e
Depois de falar, ela se deitou, parecia zangada e não queria falar com ele.Miguel chamou seu nome.Ela respondeu de forma abafada:— Não quero conversar, vou dormir.Luiza pegou um boneco de pelúcia, virou as costas para a câmera e foi dormir.Miguel viu que ela tinha se deitado, não disse mais nada, bebeu o vinho no copo e pegou um documento na mesa para ler silenciosamente.Pouco depois, o som da respiração uniforme de Luiza podia ser ouvido do outro lado do telefone.Miguel virou os olhos para olhar para ela.Luiza já estava dormindo. Sua postura ao dormir nunca foi boa. Ela se virou, uma perna branca saiu do cobertor, depois se encolheu novamente, usando o cobertor como travesseiro e o abraçando.Miguel não pôde deixar de sorrir enquanto a observava.Luiza gostava de abraçar coisas enquanto dormia.Então, quando os dois dormiam juntos, Luiza o abraçava como um polvo. No início, quando eles não tinham sentimentos um pelo outro, Miguel achava especialmente irritante ela abraçá-lo as
Mas agora havia muitas pessoas no local, então Melissa não disse nada, apenas acenou com a cabeça para deixá-la ir trabalhar.Luiza pediu aos funcionários que instalassem as câmeras de vigilância.Na verdade, instalar câmeras no quarto da avó era uma boa ideia. Caso precisassem sair para resolver algum assunto, poderiam verificar a situação da avó pelo celular.Se precisassem conversar, era só desconectar a câmera, então Luiza não tinha objeções a isso.Instalar a câmera era bastante simples, bastava fixá-la no teto e ajustar o ângulo.Luiza percebeu que Laís estava ao lado, observando sem sair, e franziu a testa ao perguntar:— Laís, a avó está com fome. Você já preparou o café da manhã?Laís respondeu:— Já, o café da manhã está pronto.— Você e Íris podem ajudar a avó a descer para tomar café. — Luiza a dispensou.Íris, sendo uma pessoa inteligente, entendeu a intenção de Luiza, lançou um olhar para Laís e disse:— Laís, eu não consigo segurar a Sra. Melissa sozinha, venha me ajudar
Miguel ouviu que ela não respondeu e perguntou:— Você parece não estar feliz?Ela não sabia como conseguiu sorrir e brincou:— Não estou infeliz, só achei muito repentino. Por que se mudou para cá?— Quero ficar mais perto de você.— Mas tão perto assim, você não tem medo do Theo descobrir?— Eu deveria ter medo dele? — A ironia nos olhos de Miguel era inconfundível.Luiza disse com dificuldade:— Claro que você não precisa ter medo dele, você é mais poderoso que ele. Mas minha avó está sendo vigiada pelos homens do Theo, e eu não sei quantos empregados ou seguranças em casa são espiões. Por favor, aguente um pouco e não me coloque em dificuldades, ok?— Como eu te coloquei em dificuldades?— Não, não foi isso que eu quis dizer. Quero dizer, você pode me ajudar, por favor? — Luiza implorou a ele, realmente estava sem saída. Miguel agora era um fator instável, como uma bomba-relógio. Além de planejar resgatar a avó, Luiza ainda tinha que acalmar os ânimos dele.Miguel disse, descontent
Luiza desceu as escadas e encontrou Theo conversando com a avó na mesa de jantar.Melissa estava rindo e conversando animadamente com ele, como se não percebesse suas intenções traiçoeiras, dizendo com um sorriso:— Quando você e a Luiza se casarem no próximo mês, meu desejo será realizado. Então, darei a Luiza 50% das ações do Grupo Santos Internacional, e reservarei os restantes 5% para Viviane como pensão. O que você acha?Theo tinha uma expressão gentil, sem revelar o demônio que habitava dentro dele, e respondeu suavemente:— Vovó, essas são suas coisas. Você deve decidir por si mesma.Melissa acariciou a mão dele e disse:— Theo, você é um bom rapaz. Com a Luiza se casando com você e você administrando o grupo, ficarei tranquila. Quando vocês se casarem, me aposentarei e desfrutarei de uma vida tranquila cuidando dos netos.Theo assentiu, com um leve sorriso no canto dos olhos.Na verdade, ele já tinha o controle do Grupo Santos Internacional. Ele poderia ter tomado à força, mas
O resultado final foi que Priscila e Elias ficaram na mesma bicicleta que Eduardo. O espaço restante na bicicleta do Francisco foi ocupado pelo assistente dele, Lucas. A atmosfera no local estava especialmente fria, principalmente em volta de Francisco, onde ele mantinha uma expressão severa durante todo o trajeto. Felipinho olhou para trás e comentou: — A cara do tio Francisco está tão feia. Luiza também notou, mas não disse nada. Foi Miguel, ao lado, quem respondeu: — Essa é a tensão das famílias reconstituídas. — Famílias reconstituídas? — Felipinho parecia não entender a frase e olhou para o pai. Hoje, Miguel estava claramente diferente em termos de roupa. Ele usava um casaco escuro de lã e, por baixo, um suéter preto de gola alta. Não estava tão formal como de costume, o que lhe dava um ar mais descontraído, mas ainda assim elegante e distinto. Era impossível não notar sua presença. Miguel, olhando para as duas bicicletas à frente, explicou com um olhar profund
Ela estava muito determinada, parecia realmente não querer mais ficar com Francisco.Luiza não fez mais perguntas.Priscila, no entanto, a questionou de volta:— E você? O Miguel já veio até o País R, ficou aqui mais de uma semana, e qualquer pessoa com os olhos abertos sabe que ele fez tudo isso por você. O que você pensa sobre isso? Vai dar uma chance a ele?"Quem disse que só a Priscila tem más lembranças?"Luiza também tinha suas próprias lembranças, as de como a família Souza a magoou, e essas ainda estavam bem vivas em sua mente.Mesmo que a verdade já tivesse sido esclarecida, a dor que ela sofreu ainda era dor, não poderia ser apagada com o simples apertar de uma tecla de "excluir".Ela olhou para o nada com uma expressão tranquila.— Eu não sei. O Felipinho quer muito um pai, mas, no fundo, eu não quero.— Então você não quer. — Priscila disse, direta. — Nós mulheres temos um sexto sentido. Se não queremos, é não querer, não precisamos nos forçar. Ficar se torturando vai só no
— Bisavó, a Maria e as outras também vão! Parece que vai ser necessário preparar mais comida! — Felipinho também estava muito animado e se virou para Melissa, dizendo isso.Assim, os três se tornaram parte de um grupo maior.Miguel estava à parte, com o rosto fechado.Ele queria sair com a esposa e o filho para passar mais tempo com Luiza.Mas não esperava que Felipinho tivesse convidado a família de Francisco também. Agora, o grupo estava bem maior, e ele imaginava que seria difícil até mesmo conversar.No entanto, o que ninguém esperava era que Priscila também tivesse chamado Elias.Miguel, Luiza e Felipinho estavam em um carro.Já Francisco estava em uma situação mais difícil. Provavelmente, por ter causado algum problema com Priscila na noite anterior, ela não quis andar com ele. Ela pegou Maria no colo e entrou no carro de Elias.Francisco ficou sozinho e, com o rosto fechado, deu ordens ao motorista para seguir.Meia hora depois, o grupo chegou ao parque de diversões.Assim que s
— O tio Elias é muito legal, bonito e engraçado. Eu pensei que, se o papai e a mamãe ficassem juntos, então eu poderia me casar com o tio Elias. Não seria perfeito?Francisco ficou com uma expressão sombria e respondeu, aborrecido:— Você se casar com ele? Isso eu não aceito.— Mas o tio Elias é tão legal...— Quieta! De qualquer forma, é impossível você se casar com ele. Nem você, nem sua mãe. — Francisco a interrompeu, impedindo ela de elogiar Elias.Maria fez um biquinho e foi carregada por Francisco até o andar de baixo.Ao descer, percebeu que a sala estava cheia de gente e que provavelmente todos ouviram o que ele disse lá em cima. Francisco ficou um pouco embaraçado.Maria, no entanto, não se incomodou. Ela se desvencilhou dos braços de Francisco e correu até onde estava Felipinho.— Felipinho.Felipinho cruzou os braços e levantou uma sobrancelha, olhando para Maria.— Você quer se casar com aquele tio Elias?Maria ficou com o rosto vermelho.— Não posso? Ele é tão bonito.— Eu
— Vovó? — Luiza estava confusa. Como assim, agora estava incluída também? Melissa disse: — O Felipinho vai sair. Você não vai com ele? Ela ainda não tinha concordado, mas a vovó já havia planejado tudo. Quando ia responder, Melissa continuou: — Vai lá, desde que você chegou ao País R, fica em casa o tempo todo. O Felipinho também não sai. Estou com medo de que ele fique entediado. De repente, Felipinho fez um sinal de "V" com os dedos e disse docemente: — Obrigado, bisavó. Melissa sorriu e disse: — Felipinho, se divirta hoje. — Claro! — Felipinho assentiu repetidamente. Vendo essa cena, Luiza não conseguiu mais recusar. O garoto estava tão feliz que, se ela dissesse que não iria, ele provavelmente começaria a chorar ali mesmo. Bem, ela decidiu realizar o desejo de Felipinho de saírem juntos. Depois do almoço, Melissa insistiu em preparar pessoalmente alguns lanches e frutas para Felipinho levar. Os demais aguardavam na sala de estar tomando café. Foi então
Melissa assentiu.— Mas um chef assim não deveria ter grandes ambições? Ele realmente não quer fama e fortuna e está disposto a ser o chef particular de vocês?— No começo, ele também não queria, mas eu apoio o desenvolvimento de novos pratos dele e prometi que o ajudaria a abrir um restaurante, a expandir sua reputação. Só assim ele aceitou trabalhar como nosso chef particular, para ter mais tempo para criar novos pratos.Ao ouvir isso, Luiza finalmente entendeu que o chef da Mansão Jardim tinha uma história importante por trás. Ela nunca havia perguntado antes; só achava que a comida dele era deliciosa. Mas, pelo visto, Miguel tinha feito várias promessas a ele.— Você foi muito atencioso. — Melissa sorriu.Miguel disse:— Se a senhora gostar da comida, posso pedir para o chef vir todos os dias e preparar as três refeições para vocês. Qualquer outra necessidade que tiver, é só me dizer; se estiver ao meu alcance, farei de tudo para atender.Ele estava tentando agradar Melissa.Meliss
Nos últimos anos, com a presença de Felipinho, ela se tornou muito mais alegre e deixou de se prender àquelas emoções negativas......No dia seguinte.Luiza acordou cedo, olhou para o lado e viu que seu filho ainda estava dormindo. Ela sorriu, ajeitou o cobertor sobre ele e desceu as escadas.Assim que chegou ao andar de baixo, ouviu alguém conversando com Melissa.— Por que veio tão cedo? — Perguntou Melissa.— Prometi ao Felipinho que viria vê-lo hoje. — Respondeu Miguel, educadamente.Luiza olhou para o relógio; ainda eram pouco mais de sete, quase oito horas. Ele realmente tinha vindo bem cedo.— Você chegou muito cedo. — Comentou Melissa com um sorriso elegante. — E ainda trouxe tantas coisas.— Trouxe um café da manhã com sabores da culinária baiana. Quis trazer para vocês experimentarem. — Disse Miguel em um tom suave.— Culinária baiana? — Melissa pensou e logo entendeu, sorrindo. — É o que a Luiza gosta, não é?— Sim. — Miguel confirmou, sem hesitar. — O chef só conseguiu che
Felipinho disse:— Eu quero fazer xixi.— Então vai logo. — Luiza o incentivou, aproveitando a chance para mandar Miguel embora.Felipinho não pensou muito e foi ao banheiro.Luiza se virou para Miguel e disse:— É melhor você ir embora.— Luiza.Miguel se levantou e tentou segurar a mão dela, mas Luiza se esquivou, dizendo em tom abafado:— Não quero falar com você, vá embora.Miguel apertou os lábios finos.— Certo, eu volto amanhã para ver vocês.Luiza ficou surpresa. Ele voltaria amanhã?Quando ela ia pedir para ele não vir, ele já tinha se virado e saído. Luiza ficou frustrada, suspirou e entrou no banheiro.Felipinho já havia terminado de fazer xixi e, enquanto subia as calças, disse:— Mamãe, já está tão tarde, deixa o papai dormir aqui hoje?Luiza percebeu imediatamente o que ele estava tentando, então respondeu:— Ele já foi embora.— O quê? O papai já foi?Felipinho não acreditou. Correu com suas perninhas curtas até a sala para conferir, e viu que o pai realmente havia saído
Ela mordeu a língua dele?Luiza ficou surpresa e quis se levantar para olhar, mas ele mais uma vez capturou seus lábios.Na penumbra, o beijo dele era ardente e envolvente, com um sabor metálico de sangue.Luiza tentou se afastar, mas não conseguia.O ar em seu peito parecia estar sendo sugado aos poucos, e ela sentiu que não conseguia respirar, soltando um gemido suave.Miguel hesitou por um momento, sua respiração ficando mais pesada, como se quisesse engoli-la por inteiro.— Miguel... — Ela sentiu algo estranho e ficou com um pouco de medo, tentando empurrá-lo.Miguel respirava profundamente, o ar quente caindo em seu pescoço, e ele murmurou com a voz rouca:— Lulu, me chame de marido...— Nem sonhando. — Ela recusou, começando a se contorcer para se afastar dele.Mas quanto mais se mexia, mais perigosa a situação ficava; ela se debatia sobre ele, e como ele poderia suportar aquilo? Levantou a mão e, por cima da roupa, a tocou firmemente.Luiza levou um susto.Nesse momento, um som